Territórios do Cuidado: Experiências inovadoras da prevenção ao suicídio na APS
Eixo
Planejamento, Gestão, Monitoramento e Avaliação na APS
Instituição
Secretaria Municipal de Saúde de Sobral
Data de início do experiência
1 de agosto de 2016
Município / UF
Sobral (CE)
Palavras-chave
Monitoramento das Tentativas de SuicídioNotificação em SaúdePrevenção do SuicídioContexto e objetivo
Em Sobral (CE), a partir de 2014, a Rede de Atenção Integral à Saúde Mental (RAISM) assumiu papel central na prevenção ao suicídio, integrando a Atenção Primária à Saúde (APS) como porta de entrada no cuidado. Nesse contexto, surgiu o Núcleo de Atenção e Prevenção ao Suicídio (NAPS), estruturado para monitorar notificações de tentativas e realizar autópsias psicossociais em casos consumados. O objetivo é fortalecer a identificação precoce, o encaminhamento e o acompanhamento, articulando os serviços de saúde mental com toda a rede de atenção, ampliando a resposta do sistema às situações de risco.
Estratégias de implementação
As ações tiveram início com a descentralização da busca ativa e apoio matricial da saúde mental, seguida da publicação da Portaria nº 60/2016, que instituiu o fluxo municipal de notificação e cuidado às tentativas de suicídio. Em 2018, o Ministério Público incentivou o Plano Municipal de Prevenção, resultando no NAIPS, posteriormente reformulado como NAPS e vinculado à RAISM. Em 2021, a ficha municipal de notificação foi atualizada (Portaria nº 116), trazendo dados mais precisos e integrando vigilância e atenção. A experiência se consolidou em processos de cogestão, monitoramento, educação permanente e articulação intersetorial, garantindo legitimidade e sustentabilidade.
Resultados e continuidade
A experiência reduziu subnotificações, ampliou o registro em tempo real e qualificou a resposta da rede, permitindo melhor avaliação de risco e cuidado continuado. Foram fortalecidos a atuação das equipes da APS, a produção de indicadores e o planejamento em saúde, além da criação de uma Comissão Intersetorial Permanente de Prevenção ao Suicídio. O NAPS mostrou viabilidade econômica ao otimizar recursos existentes, promover impacto direto nos usuários e apoio às famílias enlutadas. Apesar do desafio da limitação de recursos humanos, sua continuidade é garantida por base normativa sólida, institucionalização das ações e reconhecimento social da relevância do trabalho.




