No Banzeiro da Equidade: Planejando Caminhos e Tecendo Acesso no Território Líquido de Manicoré, Amazonas
Eixo
Planejamento, Gestão, Monitoramento e Avaliação na APS
Instituição
Secretaria Municipal de Saúde (SEMSA) Manicoré
Data de início do experiência
11 de março de 2024
Município / UF
Manicoré (AM)
Palavras-chave
Participação ComunitáriaSaúde RibeirinhaTerritório LíquidoContexto e objetivo
A experiência foi motivada pela necessidade de ampliar o acesso da população ribeirinha de Manicoré (AM) aos serviços de saúde, considerando que, em 2021, apenas 11% desse público era assistido por equipe mínima, restrita ao Distrito de Cachoeirinha. Diante desse cenário, estruturou-se um planejamento estratégico em sete fases, alinhado às normativas do Ministério da Saúde, com forte participação comunitária. A escuta qualificada de lideranças locais e o mapeamento do território líquido e dos circuitos fluviais permitiram transformar barreiras geográficas em rotas de cuidado. O objetivo foi implantar e expandir as Equipes de Saúde da Família Ribeirinhas, assegurando acesso equitativo e integral à Atenção Primária.
Estratégias de implementação
O desenvolvimento da experiência apoiou-se em um desenho participativo e tecnicamente fundamentado, voltado à implantação das equipes ribeirinhas como estratégia de equidade no território líquido amazônico. A execução priorizou a escuta qualificada de lideranças comunitárias, ACS e setores locais, permitindo mapear dinâmicas populacionais, fluxos fluviais e características logísticas. A partir desse diagnóstico, estruturou-se um projeto em sete fases, conforme as normativas do Ministério da Saúde, definindo territórios, equipes, infraestrutura, programação de viagens e indicadores de monitoramento, assegurando a continuidade do cuidado e a integralidade da atenção à população ribeirinha.
Resultados e continuidade
A experiência ampliou a cobertura da Atenção Primária para 100% da área ribeirinha de Manicoré, garantindo presença fixa de equipes de saúde e reduzindo vazios assistenciais. A população passou a receber cuidado contínuo de equipes multiprofissionais, com ampliação de eSFR, ACS, construção de UBS, ambulanchas e criação do Caderno Cuidado nas Águas. Desde 2021, o projeto se sustenta com monitoramento contínuo, fortalecimento de vínculos, Educação Permanente em Saúde e maior participação popular, consolidando a equidade como eixo da gestão no território líquido amazônico.
Materiais

Desafios enfrentados pelas Equipes de Saúde da Família Ribeirinhas e Equipes de Saúde da Família Fluviais (Fonte: Rodrigo Tuleman)

Desafios enfrentados pelas Equipes de Saúde da Família Ribeirinhas e Equipes de Saúde da Família Fluviais (Fonte:Rodrigo Tuleman)

Desafios enfrentados pelas Equipes de Saúde da Família Ribeirinhas e Equipes de Saúde da Família Fluviais (Fonte:Rodrigo Tuleman)


