Protocolo de Enfermagem em Saúde Mental na APS: inovação clínica para o cuidado psicossocial em Florianópolis
Eixo
Formação, Atuação e Desenvolvimento Profissional na APS
Instituição
Secretaria Municipal de Saúde de Florianópolis
Data de início do experiência
4 de novembro de 2024
Município / UF
Florianópolis (SC)
Palavras-chave
Autonomia ProfissionalProtocolos ClínicosSaúde MentalContexto e objetivo
O Protocolo de Enfermagem em Saúde Mental na APS de Florianópolis surgiu diante do aumento de atendimentos em Saúde Mental no contexto pós-pandemia, associado à sobrecarga das equipes e à insegurança no manejo clínico. A enfermagem não dispunha de instrumentos específicos, o que limitava sua autonomia e resolutividade. O objetivo central foi qualificar a prática clínica, ampliar o escopo de atuação e consolidar o protagonismo da categoria na APS. Pretende-se fortalecer a clínica ampliada, articular fluxos com a RAPS e valorizar a autonomia profissional.
Estratégias de implementação
A implementação seguiu sete etapas: criação de grupo de trabalho especializado, mapeamento das necessidades clínicas, revisão científica e análise de práticas locais, redação do conteúdo, validação institucional, consulta com a rede e treinamentos presenciais. O processo contou com a articulação entre APS, CAPS e Gerência de Saúde Mental. Foram realizados três treinamentos presenciais com 294 enfermeiras, atingindo 85% da rede. O protocolo foi amplamente divulgado nos canais oficiais e está disponível ao público.
Resultados e continuidade
Os principais resultados incluem maior clareza sobre o papel da enfermagem na saúde mental, ampliação do escopo clínico e fortalecimento da resolutividade na APS. Já foram descritos 184 diagnósticos de enfermagem com base na Classificação Internacional para a Prática de Enfermagem (CIPE), sendo 13 mais utilizados, como ansiedade, ideação suicida e abuso de álcool. A sustentabilidade está garantida pela institucionalização e pela agenda de revisões periódicas. Como próximos passos, estão previstas avaliações sistematizadas e expansão da adesão até atingir 100% das enfermeiras da rede.





