Implante Subdérmico na Atenção Primária em Piraí- RJ: estratégia para ampliação do acesso a método contraceptivo de longa ação.
Eixo
Resolutividade e Coordenação do Cuidado na APS
Instituição
Área Técnica da Saúde da Mulher, Criança e Adolescente – Secretaria Municipal de Saúde de Piraí
Data de início do experiência
8 de maio de 2023
Município / UF
Piraí (RJ)
Palavras-chave
Contracepção de longa duraçãoDescentralização das ofertas em Saúde das MulheresPlanejamento reprodutivoContexto e objetivo
Diante de altos índices de gravidez na adolescência e aumento de gestações de alto risco, o município de Piraí-RJ implantou, em junho de 2023, uma estratégia inovadora de inserção de implante hormonal na Atenção Primária. A prática visa ampliar o acesso a métodos contraceptivos de longa duração, reduzir gestações não planejadas e qualificar o cuidado no planejamento reprodutivo, especialmente entre adolescentes e mulheres em situação de vulnerabilidade. A descentralização da inserção do implante hormonal para as Unidades de Saúde da Família foi essencial para superar as barreiras geográficas e garantir maior equidade no acesso.
Estratégias de implementação
A implantação foi planejada em fases, incluindo elaboração de protocolo municipal, aquisição inicial dos insumos e capacitação teórica e prática de médicos e enfermeiros da APS. O projeto começou na atenção secundária e CAPS, mas ganhou força com a descentralização para nove das quatorze USF. Foram realizados mutirões, encontros de troca de experiências e uso de SISREG para regulação e gestão das agendas. A organização da estratégia envolveu as Coordenações das Áreas Técnicas, Setor de Educação Permanente e contou com o apoio da gestão, garantindo agilidade, proximidade e eficiência na oferta do método.
Resultados e continuidade
Até junho de 2025, foram realizadas 517 inserções, com alta adesão (94% mantiveram o método no 1º ano) e maior procura entre mulheres de 18 a 25 anos. A descentralização reduziu o tempo de espera de 3 meses para até 15 dias. A estratégia enfrentou desafios, como escassez temporária de insumos e rotatividade de profissionais, superados com articulação da nova gestão, treinamentos locais e ajuste de agendas. A sustentabilidade está assegurada pelo apoio institucional, inclusão do método na carta do MS e interesse dos profissionais. Os próximos passos envolvem ampliar o acesso a adolescentes, qualificar dados e planejar as trocas de implantes.


