Gestão democrática da APS: a experiência do colegiado integrado gestor como dispositivo de participação e fortalecimento institucional
Eixo
Resolutividade e Coordenação do Cuidado na APS
Instituição
Secretaria Municipal de Saúde e Bem-estar de Vitória de Santo Antão
Data de início do experiência
9 de março de 2023
Município / UF
Vitória de Santo Antão (PE)
Palavras-chave
CogestãoColegiados integradosGestão Participativa em SaúdeContexto e objetivo
Diante do desafio de superar modelos verticais e centralizados na saúde pública, Vitória de Santo Antão (PE) implantou colegiados integrados na Atenção Primária à Saúde (APS) e Vigilância em Saúde (VS). A iniciativa surgiu para ampliar o diálogo, democratizar decisões e promover cogestão, reunindo mensalmente de 60 a 70 profissionais. O objetivo é consolidar espaços participativos que fortaleçam a integração entre APS e VS, reduzam tensões hierárquicas e construam soluções coletivas para problemas cotidianos do SUS no território.
Estratégias de implementação
Os colegiados de cogestão funcionam como encontros mensais com cronograma semestral, organizados por gestores, apoiadores e técnicos da APS e VS. Reúnem profissionais de diferentes categorias, com rodízio entre equipes, garantindo diversidade de vozes. A metodologia inclui dinâmicas de acolhimento, oficinas, rodas de conversa e momentos de pactuação, aliados a práticas de educação permanente e ações de bem-estar (“Cuidando de Quem Cuida”). A experiência se apoia em parcerias institucionais, como Fiocruz e residentes sanitaristas, para qualificar debates, fortalecer decisões e integrar políticas públicas municipais.
Resultados e continuidade
A implementação dos colegiados integrou APS e VS, promoveu contratualização de exames, redução no tempo de entrega de resultados, pactuação de fluxos assistenciais e criação de políticas estratégicas, como a LGBT+ municipal. O espaço também contribuiu para diminuir queixas de comunicação, fortalecer a saúde mental dos trabalhadores e valorizar experiências exitosas. Consolidado como instância de gestão democrática e resolutiva, o colegiado permanece institucionalizado pela Secretaria de Saúde e projeta continuidade com apoio intersetorial, garantindo sustentabilidade e possibilidade de replicação em outros contextos do SUS.




