Transformação digital no cuidado em saúde: a implantação da estratificação de risco por meio de formulário eletrônico para HAS, DM, TEA e Idosos na Atenção Primária à Saúde de Betim, Minas Gerais.
Eixo
Resolutividade e Coordenação do Cuidado na APS
Instituição
Secretaria Municipal de Saúde de Betim
Data de início do experiência
1 de julho de 2023
Município / UF
Betim (MG)
Palavras-chave
Gestão do CuidadoTecnologias Digitais em SaúdeTranstorno do Espectro AutistaContexto e objetivo
No município de Betim (MG), identificou-se em 2023 a necessidade de qualificar a estratificação de risco na Atenção Primária à Saúde, antes realizada manualmente, de forma lenta e pouco efetiva. Esse cenário dificultou tanto o trabalho das equipes quanto o planejamento da gestão, pela ausência de dados sistematizados. Para enfrentar o desafio, a Secretaria Municipal de Saúde, em parceria com a Secretaria de Tecnologia da Informação, desenvolveu um formulário eletrônico que possibilita identificar, com rapidez e padronização, o risco de hipertensos, diabéticos, idosos e crianças com suspeita de TEA.
Estratégias de implementação
A ferramenta foi construída em PHP e banco de dados Oracle, integrada ao sistema já utilizado na rede, permitindo acesso com login e senha institucionais. Os critérios clínicos foram definidos a partir de protocolos oficiais (CIB-SUS/MG nº 3.993, IVCF-20, M-CHAT e Autism Behavior Checklist), garantindo cálculo automático do risco e orientações de conduta. Para sua implantação, foram capacitados 233 profissionais, além de visitas técnicas regulares às unidades de saúde. Houve ainda parceria com a PUC Minas Betim, que incluiu estudantes no uso prático do recurso em casos reais, favorecendo a aprendizagem e a disseminação do modelo.
Resultados e continuidade
Desde julho de 2023, a ferramenta baseada em tecnologia digital aplicada à saúde já estratificou mais de 23 mil usuários, entre hipertensos, diabéticos, idosos e crianças em risco para TEA, gerando banco de dados estruturado e fortalecendo a vigilância em saúde. O processo passou a ser ágil, seguro e útil ao planejamento das equipes, ampliando a efetividade do cuidado. A experiência destaca-se pela economicidade, pois foi desenvolvida internamente, sem custos adicionais. Os principais desafios são a rotatividade de profissionais e a necessidade de reforçar a estratificação como estratégia de cuidado longitudinal. A base técnica e institucional sólida garante viabilidade e sustentabilidade a longo prazo.


